Quando se fala em Independência do Brasil, a imagem que imediatamente vem à memória é a de D. Pedro às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, erguendo a espada e proclamando “Independência ou Morte!”.
A cena, eternizada pelo pintor Pedro Américo na obra “Independência ou Morte”, de 1888, tornou-se um dos principais símbolos da história brasileira. Mas, para além da representação construída ao longo do tempo, a ruptura com Portugal foi um processo longo e marcado por diferentes experiências em cada região do país.
No Maranhão, a independência não chegou em 7 de setembro de 1822. A província permaneceu leal a Portugal e só aderiu ao projeto de independência liderado por D. Pedro dez meses depois, em 28 de julho de 1823. A data, que hoje integra o calendário histórico maranhense, revela que a separação política do Brasil não ocorreu de maneira uniforme nem simultânea em todo o território.
De acordo com o professor Euges Lima, é justamente essa perspectiva que precisa ser considerada quando se fala sobre a Independência do Brasil. “É importante compreender que a Independência do Brasil não foi apenas resultado do famoso grito ‘Independência ou Morte!’, tradicionalmente atribuído a D.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de O Imparcial (São Luís).
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