Natural de Bacabal, no interior do Maranhão, o cantor, compositor e produtor cultural Emanuel Jesus carrega na bagagem mais de duas décadas de uma carreira vibrante e plural. Em sua participação no 24° Acústico Na Mira, no dia 16 de agosto, o artista relembrou suas origens e revelou que o desejo pela música começou ainda na infância, fruto de brincadeiras com violões artesanais, além de palcos improvisados no quintal de casa.
Essa essência criativa e sonhadora o acompanhou na transição para São Luís, onde consolidou sua arte, lançou três álbuns e se formou em Letras, mantendo sempre viva a conexão ancestral herdada do avô, que era brincante de Bumba Meu Boi: “Quando eu saio de Bacabal e venho para São Luís, já são mais de 20 anos aqui.
Sempre atrelado, buscando o conhecimento, buscando aprender. Entender que a música também é estudo, que a música também é dedicação e que a música é mercado”, destacou o maranhense. Ao refletir sobre os caminhos e desafios da profissão, Emanuel Jesus enfatizou a importância de compreender a música em suas múltiplas dimensões: a simbólica, que conecta o artista ao divino; a cidadã, capaz de transformar vidas e realidades sociais; e a econômica, que movimenta uma das maiores indústrias do mundo.
Para ele, o músico contemporâneo precisa ir além dos palcos e se capacitar como gestor de sua própria arte, enxergando a cultura local não como algo restrito, mas como uma força com potencial de alcance global e de projeção nacional.
“A minha relação com a música é muito sincera e intensa, então, eu me sinto muito realizado em poder contribuir com a música e a cultura do Maranhão de uma forma genuína, verdadeira. A música me satisfaz, eu me realizo quando estou fazendo música no palco, gravando quando estou produzindo a música e dando oportunidades proporcionando muita gente boa”, expressou o artista.
Essa visão estratégica e integradora culminou na criação da Festa da Música no Maranhão e do Prêmio Papete, iniciativas que há anos movimentam o setor cultural do estado com ações contínuas de capacitação e valorização. Na edição deste ano, o projeto assume um papel fundamental ao homenagear o sotaque de Costa de Mão do Bumba Meu Boi, manifestação cultural que enfrenta o risco de desaparecimento.
Ao unir gravação de álbuns, registros audiovisuais e a reunião de mestres seculares no palco, Emanuel reafirma seu compromisso de transformar a arte em um legado coletivo de prosperidade e memória. Acompanhe o Acústico Na Mira todos os domingos, das 15h às 17h, sob o comando de Nynrod Weber e Pedro Sobrinho.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de Imirante.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar esta notícia.