Prefeitos e gestores municipais de todo o Maranhão participaram nesta terça-feira (25) de um debate sobre os riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño. O encontro, organizado pela Famem em parceria com o governo federal, teve como objetivo ampliar a preparação dos municípios diante dos possíveis impactos do fenômeno e das mudanças climáticas.
Cerca de 100 participantes, entre prefeitos, gestores e representantes de órgãos públicos federais e estaduais, participaram do evento no Auditório Gervásio Santos, na Assembleia Legislativa do Maranhão. A reunião ocorreu em formato híbrido, permitindo participação presencial e remota.
Durante o encontro, representantes do governo federal apresentaram ações relacionadas ao Painel El Niño, ferramenta que monitora os efeitos climáticos no Nordeste. Eliseu Pinheiro, gerente de Assuntos Federativos para a Região Nordeste da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, alertou que 2026 e 2027 serão anos críticos em relação ao clima, com previsões de estiagem, secas prolongadas e aumento de queimadas em diversas regiões do estado.
O presidente da Famem, Roberto Costa, enfatizou que os primeiros sinais das mudanças climáticas chegam aos municípios e defendeu maior integração entre as esferas de governo para proteger as comunidades afetadas. Entre as medidas discutidas estão o monitoramento permanente de áreas vulneráveis, a criação de protocolos de emergência e o treinamento de equipes locais.
Os participantes também receberam orientações sobre como acessar recursos federais para ações preventivas. A expectativa é que cada município elabore seu plano de contingência com base nas diretrizes apresentadas.
Por que isso importa
O Maranhão, por sua localização geográfica e diversidade de biomas, é especialmente vulnerável aos efeitos do El Niño. O fenômeno pode alterar drasticamente os padrões de chuva no estado, afetando desde a agricultura familiar até o abastecimento de água nas cidades.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de O Imparcial (São Luís).
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