O Ministério Público do Maranhão (MPMA) entrou na Justiça contra o Banco do Brasil para cobrar a volta dos serviços bancários no município de Alcântara. O atendimento na cidade está prejudicado desde maio, quando parte da parede do prédio onde funcionava a única agência do local desabou.
Desde o incidente, o banco montou um “ponto de apoio” provisório, mas a estrutura não tem sido suficiente. De acordo com a Promotoria de Alcântara, faltam dinheiro e espaço adequado para atender a grande quantidade de moradores que precisam dos serviços diariamente.
Para piorar a situação, a única casa lotérica da cidade também parou de funcionar no mesmo período. Sem conseguir realizar saques ou resolver problemas no banco, muitos moradores, incluindo idosos e pessoas com deficiência, estão sendo obrigados a viajar para cidades vizinhas.
O comércio local também vem sendo afetado, já que há menos dinheiro circulando na economia da cidade. O Banco do Brasil chegou a informar que já contratou uma empresa para reformar o prédio da agência, mas estimou que a obra só deve ser concluída em março de 2027.
Para o promotor de justiça Raimundo Nonato Leite Filho, deixar a população sem atendimento bancário adequado por cerca de 10 meses é inaceitável. O que o Ministério Público pede na Justiça? Na ação urgente apresentada no início deste mês, o MPMA faz duas exigências principais: Em até 30 dias: Que o Banco do Brasil garanta uma solução provisória para que os moradores consigam fazer saques e depósitos na cidade, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da determinação.
Em até 60 dias: Que a reforma da agência principal seja totalmente concluída e o atendimento normal restabelecido, com multa diária de R$ 10 mil caso o prazo não seja cumprido.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de O Imparcial (São Luís).
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