Família de mulher morta diz que hospital deu alta para paciente diagnosticando ansiedade O laudo do exame de necropsia de Giulia Silva de Araújo confirmou a causa da morte por tamponamento cardíaco, como já havia sido indicado no atestado de óbito. Giulia morreu no dia 28 de agosto após buscar atendimento duas vezes no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, na Zona Norte do Rio, e ser liberada com o diagnóstico de "crise de ansiedade".
No documento, obtido pelo advogado da família, consta como causa da morte o tamponamento cardíaco e ruptura de aneurisma de artéria aorta ascendente. Tamponamento cardíaco é a pressão exercida no coração pelo sangue ou líquido, que se acumula na membrana de duas camadas que circunda o coração (pericárdio), de acordo com o Manual MSD.
As pessoas com essa condição costumam sentir falta de ar, dores, tonturas e até desmaiar. Houve negligência pela alta médica sem investigação mais aprofundada através de exames de imagem, em especial ecocardiograma e angiotomografia (angio-TC)", declarou o advogado Luan Fernandes.
A família de Giulia Silva de Araújo segue aguardando esclarecimentos e pede justiça sobre o caso. "A ruptura decorreu de um aneurisma na aorta ascendente, que é uma dilatação e fragilização da parede da principal artéria do corpo.
Esse tipo de alteração pode estar relacionado a diversos fatores. No caso da Giulia, o ponto mais relevante é que uma alteração dessa gravidade poderia ter sido identificada previamente por meio de investigação cardiovascular adequada, permitindo diagnóstico e intervenção antes da evolução para a ruptura, o tamponamento cardíaco e o óbito", acrescentou Luan.
Na quarta-feira (2), Fabiana Bezerra, irmã de Giulia, conversou com o g1 e revelou que nenhum representante do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles entrou em contato para ajudar na elucidação do caso. Ela acusa o hospital de negligência.
Fabiana e o advogado da família afirmam que não foram cumpridos todos os protocolos de atendimento no caso. "Botaram crise de ansiedade para a minha irmã, mesmo ela com sintomas de infarto. Eu percebi que eles não cumpriram os protocolos corretos que deveriam ser feitos, liberaram ela após medicá-la.
Enviamos pedidos para esclarecer o fato, mas até agora o hospital não nos procurou, não tivemos nenhum apoio, só nos forneceram os prontuários", comentou Fabiana. Giulia Silva de Araújo Reprodução Giulia, que tinha 26 anos e era professora de história, morreu poucas horas depois de receber alta do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de G1 Brasil.
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