Um levantamento científico do projeto Micromar, da Universidade Federal do Maranhão, encontrou microplásticos em praias do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. A pesquisa, considerada a maior já realizada sobre o tema no litoral brasileiro, analisou cerca de 4 mil amostras coletadas em mais de mil praias de 17 estados.
Os pesquisadores identificaram diferentes tipos de polímeros plásticos nas dunas e lagoas do parque, incluindo PVC, material com alto potencial poluente. A descoberta em uma área de conservação e difícil acesso surpreendeu a equipe, que esperava encontrar ambientes mais preservados.
Segundo a pesquisadora Élida Bogea, do projeto Micromar, a presença de determinados materiais chamou atenção. "Quando encontramos polímeros altamente peculiares, de raro uso na sociedade, e identificamos esse material na Praia dos Lençóis, isso chama muita atenção.
A análise mostrou um índice elevado de periculosidade ambiental para aquela região", afirmou. Os pesquisadores investigam duas hipóteses principais sobre a origem da contaminação. A primeira sugere que os microplásticos foram transportados pelo Rio Preguiças, que passa por áreas próximas a municípios.
A segunda aponta para a circulação oceânica, que pode transportar partículas por grandes distâncias. Os cientistas alertam que a descoberta revela uma realidade preocupante: nem mesmo as unidades de conservação estão livres da poluição por plásticos.
Esses materiais podem afetar todo o ecossistema, desde organismos microscópicos até a fauna local. Os pesquisadores defendem medidas urgentes para reduzir o descarte inadequado de plásticos em todo o país, destacando que o problema não se limita às áreas costeiras.
Por que isso importa
A contaminação por microplásticos nos Lençóis Maranhenses representa uma ameaça ao turismo e à biodiversidade da região. O parque, que atrai visitantes de todo o mundo por suas paisagens únicas, pode ter seu ecossistema frágil comprometido por essa poluição invisível.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de Imirante.
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