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Polícia

Operação bloqueia até R$ 621 milhões em investigação sobre agiotagem e desvios de verbas no Maranhão

Investigações apontam agiotagem e lavagem de dinheiro praticados por organização criminosa há pelo menos nove anos.

João Alencar Por João Alencar 15 de Setembro de 2026 às 15:30 1 min de leitura 550 visualizações 0 comentários
Operação bloqueia até R$ 621 milhões em investigação sobre agiotagem e desvios de verbas no Maranhão
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Investigações apontam agiotagem e lavagem de dinheiro praticados por organização criminosa há pelo menos nove anos O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio do Gaeco (Núcleo Imperatriz), deflagrou nesta terça-feira (15), a Operação Faenerator . A ação investiga esquemas de agiotagem, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a Administração Pública.

Cumpriu-se mandados de busca e apreensão nas cidades de Imperatriz, João Lisboa e Buritirana, alcançando residências, empresas e propriedades rurais.

A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros no valor de até R$ 621.455.220,00 . A operação desdobra-se de investigações anteriores ( Operações Regalo, Timoneiro e Pavimentum ) que apuravam o desvio de recursos públicos na Secretaria Municipal de Infraestrutura de Imperatriz (Sinfra).

Os alvos integram um núcleo financeiro que, desde 2017, financiava empreiteiras contratadas pelo município mediante empréstimos informais e cobrança de juros abusivos. As empresas buscavam o grupo para obter capital de giro imediato.

Os recursos eram concedidos com juros de 3,5% a 4% ao mês, tendo como garantia física cheques e notas promissórias mantidos fora do sistema bancário. O esquema utilizava empresas de fachada e laranjas para dissimular os valores.

Uma clínica odontológica investigada, com faturamento declarado de R$ 13 mil mensais, movimentou R$ 143,8 milhões entre 2019 e 2024. O grupo utilizava Pix, depósitos fracionados, saques em espécie e contas de passagem, além de pagar despesas pessoais de agentes públicos e Pessoas Expostas Politicamente (PEPs).

Os valores ilícitos eram lavados com a compra de veículos de luxo, máquinas pesadas, aeronaves, helicópteros, embarcações e fazendas.

Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de O Imparcial (São Luís).

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