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Política

Participação de mulheres entre candidaturas fica estagnada em 34% nas eleições

Dados do TSE mostram que mulheres representam 34,85% das candidaturas em 2026; pesquisadoras apontam entraves partidários e violência política.

João Alencar Por João Alencar 27 de Setembro de 2026 às 15:19 1 min de leitura 135 visualizações 0 comentários
Participação de mulheres entre candidaturas fica estagnada em 34% nas eleições
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Dados do TSE mostram que mulheres representam 34,85% das candidaturas em 2026; pesquisadoras apontam entraves partidários e violência política.

Em 2026, as candidaturas femininas representam 34,85% do total considerado pela Justiça Eleitoral para a distribuição dos recursos públicos de campanha. Do total de 20,5 mil candidaturas analisadas pelo tribunal, 7,1 mil são de mulheres e 13,4 mil são de homens.

O índice mantém o patamar registrado desde 2020, quando a participação feminina também ficou próxima de um terço das candidaturas. A legislação eleitoral determina que partidos tenham no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada gênero nas disputas proporcionais.

Segundo pesquisadoras a regra, criada para ampliar a presença feminina na política, passou a ser usada por algumas legendas como referência máxima para a formação das listas. A professora Flávia Biroli, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que o acesso a recursos financeiros, apoio partidário e redes políticas influencia a competitividade das candidaturas.

A cientista política Marlise Matos, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também apontou a atuação dos partidos como um dos principais obstáculos para ampliar a presença feminina. Outro fator apontado como dificuldade para a participação feminina é a violência política de gênero.

Segundo dados citados pela reportagem, entre janeiro e agosto de 2026 foram registrados 149 processos na Justiça Eleitoral relacionados ao tema, contra 31 no mesmo período de 2024.

Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de Imirante.

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