Falas no Flow Podcast analisadas pelo Comprova exibem diversas declarações polêmicas e contraditórias.
Ele é caracterizado por um aquecimento superior a 2°C em relação à média histórica das águas superficiais do Oceano Pacífico na região da linha do Equador. Em setembro, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), emitiu um alerta sobre a probabilidade de intensificação do evento em 2026, que passou a ser chamado de Super El Niño.
Werton Costa, climatologista e diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, aponta as declarações de Alex Alves como bastante contraditórias, embora reconheça que é fato que o El Niño está se intensificando no país e potencializando chuvas na região Sul, assim como a seca no Nordeste.
Segundo Costa, nenhuma catástrofe é provocada por um fenômeno natural – antes é resultado de um fenômeno social, que inclui desigualdades e a ocupação desordenada do solo. Após entrevistar diversos especialistas, o Estadão Verifica também apontou que a interferência humana está relacionada à intensidade do fenômeno.
O desmatamento e a queima contínua de combustíveis fósseis, que liberam gases de efeito estufa, contribuem para o aumento da temperatura do planeta. Outra alegação de Alves no vídeo analisado é sobre um calor intenso, além de tornados e tempestades que causariam uma “polarização de forças e uma anomalia eletromagnética que está sobre o sul”, provavelmente uma referência à Anomalia Magnética do Atlântico Sul ( AMAS ), uma área de campo magnético enfraquecido que pode afetar satélites e missões espaciais sobre a América do Sul e o Atlântico, mas que não tem qualquer relação com o El Niño.
Um estudo publicado em maio na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” apontou que o fenômeno, que pode ter se originado no Oceano Índico por volta do ano 1100, atravessou a África e migrou para o oeste até chegar à América do Sul, segundo reportagem do site G1.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de Imirante.
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