Candidato do PSTU, rompeu com o tom tradicional dos debates no Maranhão e se destacou dos demais candidatos Com uma postura técnica e discursos focados na realidade social, o candidato Saulo Arcângele (PSTU) rompeu com o tom tradicional dos debates políticos no Maranhão e se destaque dos demais candidatos.
Ao priorizar pautas estruturais, como a defesa do pedestre na mobilidade urbana e críticas contundentes aos impactos ambientais do agronegócio, o professor e engenheiro destacou-se ao contrapor o pragmatismo das alianças tradicionais com propostas voltadas à justiça socioambiental e aos direitos da classe trabalhadora.
Em meio a um cenário político sufocado por alianças pragmáticas entre grupos tradicionais — onde legendas como PT, MDB e PSD se alternam na disputa pelo controle da máquina pública e no loteamento do Estado —, o eleitor maranhense se vê diante de uma oportunidade rara: olhar com mais atenção para uma alternativa que recusa a cartilha do marketing pasteurizado e coloca as necessidades reais da população no centro do debate.
Saulo Arcângele apresenta uma formação acadêmica e profissional de sólida densidade técnica: É doutor e mestre em Engenharia Sanitária e Ambiental (com foco em Recursos Hídricos), graduado em Engenharia Civil e professor da rede pública de ensino superior (UEMA/UEMASUL) e federal.
Sua trajetória política foi moldada na luta urbana, na organização sindical dos docentes, nas lutas pelo direito à cidade, na defesa do saneamento público e ao lado dos movimentos populares, quilombolas, indígenas e da classe trabalhadora.
No debate da TV Mirante, o desempenho de Saulo Arcângele destacou-se pela capacidade de confrontar a propaganda oficial com dados da vida real e propostas estruturantes. O momento mais emblemático dessa postura ocorreu na discussão sobre mobilidade e infraestrutura urbana.
Ao interpelar o prefeito da capital, Eduardo Braide, Saulo desmistificou a lógica das intervenções viárias focadas no alargamento de avenidas para veículos particulares: Ele deixou claro que o trânsito e a cidade devem existir primordialmente para o pedestre, para a pessoa com deficiência, para o ciclista e para o transporte público coletivo.
Alargar pistas para colocar mais carros privados nas ruas é um modelo retrógrado, que empurra a população trabalhadora para horas de espera em ônibus sucateados e ignora a acessibilidade e o planejamento sustentável. Essa intervenção evidenciou o diferencial de sua candidatura: enquanto a gestão tradicional enxerga a mobilidade como mera obra de asfalto para o fluxo de automóveis, Saulo aplica seu conhecimento de engenheiro e sanitarista para defender o Direito à Cidade, a tarifa zero, o passe livre e a prioridade humana no espaço urbano.
Embora seja o candidato de uma legenda de esquerda revolucionária (PSTU), Saulo Arcângele demonstrou no debate que mantém suas convicções políticas e ideológicas sem cair no viés sectário. Ele não se isola em abstrações doutrinárias; ao contrário, traduz princípios de justiça social em pautas concretas e urgentes do cotidiano maranhense.
Defesa do Trabalho e da Dignidade: Posiciona-se abertamente pelo fim da jornada 6×1, pela realização de concursos públicos no SUS e na educação, e pelo combate à informalidade que atinge 57% da população do Estado. Exige a aplicação do repasse constitucional de 5% da receita estadual para a UEMA e UEMASUL, fortalecendo a universidade pública e a pesquisa local.
É a única voz no painel de candidatos a denunciar corajosamente os impactos do agronegócio descontrolado, a contaminação por agrotóxicos via drones e o avanço da grilagem sobre territórios tradicionais, propondo uma reforma agrária popular e a preservação dos bens naturais.
Enquanto os demais candidatos defenderam a expansão da fronteira agrícola no Matopiba e os recordes de exportação de commodities, Saulo Arcângele foi a única voz no debate a explicitar os custos sociais e sanitários desse modelo.
Ele apontou que a monocultura da soja e do eucalipto avança sobre as áreas tradicionais de plantio de arroz, feijão e mandioca, gerando insegurança alimentar e encarecendo o custo de vida das famílias rurais e urbanas. Saulo denunciou a utilização de aeronaves e drones para dispersão de agrotóxicos — prática que tem gerado casos graves de contaminação sobre povoamentos de agricultura familiar, fontes de água e escolas rurais no interior do estado (como em Duque Bacelar e Bacabal).
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de O Imparcial (São Luís).
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