Queda de 0,4% nas compras de bens e serviços ocorre em um cenário de juros elevados e alto nível de endividamento O consumo das famílias brasileiras apresentou retração de 0,4% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano. O resultado foi um dos fatores que contribuíram para a desaceleração da economia no período, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5%, abaixo da alta de 1,1% registrada no primeiro trimestre.
A redução nas despesas das famílias tem impacto relevante sobre a atividade econômica, principalmente porque o consumo está diretamente ligado ao setor de serviços, que representa a maior parcela da economia brasileira.
A queda interrompe uma sequência de dois trimestres de crescimento do consumo das famílias, registrada no quarto trimestre de 2025 e nos primeiros três meses de 2026. O resultado ocorre mesmo diante de um mercado de trabalho aquecido.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), a taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho ficou em 5,3%, o menor percentual para o período. Por outro lado, as famílias continuam enfrentando um cenário de elevado endividamento e crédito caro.
Dados do Banco Central apontam que 49,8% das famílias estavam endividadas. A taxa Selic permanece em 14% ao ano, patamar que encarece os empréstimos e pode limitar o consumo. Um exemplo do custo elevado do crédito aparece nas operações com cartão.
Em julho, a taxa média do crédito rotativo caiu 6,2 pontos percentuais, mas ainda alcançou 436,2% ao ano. O Produto Interno Bruto representa o conjunto de bens e serviços finais produzidos no país durante determinado período.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de O Imparcial (São Luís).
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar esta notícia.