Nascido em Pedreiras, no Maranhão, Edmilson concorre pela quinta vez a um cargo eletivo, todos pelo mesmo partido Doutor em economia pela Unicamp, Edmilson Costa, 76, é candidato à Presidência da República pelo Partido Comunista Brasileiro, PCB, legenda da foice e martelo fundada em 1922 e que tem na trajetória histórica nomes como Jorge Amado, Oscar Niemeyer e tantos outros luminares do país.
Ele é um dos dois maranhenses que disputarão o mais alto cargo da República nas eleições desse ano. Autor das obras “A política salarial no Brasil (1997-Boitempo), “Reflexão sobre a Crise Brasileira”(Instituto Caio Prado Jr.- 2020) e “Um projeto para o Brasil (Editora Tenco-Científica), Em sua proposta de governo, o maranhense apresenta uma proposta muito distinta daquela apresentada pelo conciliadores da luta de classe com o neoliberalismo que subjuga os trabalhadores às classes dominantes.
Em entrevista a O Imparcial ele fala sobre o propósito de sua candidatura, propostas e visões sobre o contexto político contemporâneo. O Imparcial – Como intelectual o senhor aponta como fracassado o processo de conciliação da luta de classes proposto pelo governo do PT. Sua candidatura tem o propósito de reacender a luta de classe pela classe trabalhadora?
Edmilson Costa -A política de conciliação de classes desenvolvida pelos governos do PT foi profundamente danosa para a organização política dos trabalhadores brasileiros. Ao buscar compatibilizar os interesses do trabalho com os interesses do capital, essa estratégia terminou desarmando política e ideologicamente a classe trabalhadora, enfraquecendo suas organizações e deslocando a luta social das ruas, das fábricas e dos locais de trabalho para o interior das instituições.
Durante esse período, difundiu-se a ideia de que seria possível melhorar de maneira permanente as condições de vida dos trabalhadores sem enfrentar os interesses da burguesia e as estruturas de poder do capitalismo brasileiro. Houve alguns avanços sociais, que não devem ser ignorados, mas não ocorreram mudanças estruturais nas relações de propriedade e poder.
Quando a crise chegou e as classes dominantes decidiram romper o pacto de conciliação, os trabalhadores estavam politicamente desmobilizados para enfrentar a ofensiva que se seguiu. O Imparcial – Qual a proposta alternativa que o PCB apresenta com sua candidatura? Edmilson Costa – O que defendemos é que os trabalhadores compreendam essa realidade, recuperem sua independência política e voltem a se organizar a partir de seus próprios interesses.
A classe trabalhadora é quem produz a riqueza do País e, portanto, deve assumir o protagonismo na definição dos destinos nacionais. Isso significa reconstruir a organização nos locais de trabalho e estudo, fortalecer sindicatos e movimentos populares, mobilizar a juventude e devolver às ruas o papel fundamental que sempre tiveram nas grandes transformações sociais.
Nossa candidatura se insere exatamente nessa perspectiva.
Por que isso importa
O acontecimento em São Luís interessa a quem acompanha política no Maranhão e na região.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de O Imparcial (São Luís).
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