O Hospital Colônia de Barbacena, no Campo das Vertentes, ficou conhecido como palco de uma das maiores violações de direitos humanos do Brasil. Ao longo de décadas, milhares de pessoas foram internadas em condições degradantes na instituição, considerada o maior manicômio do Brasil.
Estima-se que cerca de 60 mil pacientes morreram no local e que pelo menos 1.800 corpos tenham sido vendidos para universidades e faculdades de medicina do país. Segundo a investigação, ao menos 105 corpos foram comercializados para uso em aulas de anatomia. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) confirmaram que também receberam corpos e, recentemente, fizeram pedidos públicos de desculpas.
Criado em 1903, o espaço surgiu como uma instituição destinada ao tratamento de pessoas com transtornos mentais, que, muitas vezes, davam entrada sem diagnóstico médico adequado. Com isso, não apenas pacientes com doenças mentais eram enviados para lá, mas também aqueles considerados indesejados pela sociedade da época, como homossexuais, militantes políticos, grávidas, indivíduos com deficiências, transtornos ou distúrbios, além de mulheres rejeitadas pelos maridos ou que haviam perdido a virgindade antes do casamento.
Aproximadamente 60 mil pessoas morreram na instituição. Muitos dos óbitos estavam associados às condições desumanas de permanência, à falta de cuidados médicos adequados e à própria estrutura da instituição. Os ambientes eram extremamente precários, e os pacientes dormiam em um modelo conhecido como 'leito único', que consistia em deitar diretamente no chão frio, coberto somente por capim seco.
Por que isso importa
O acontecimento no Brasil interessa a quem acompanha saúde no Maranhão e na região.
Redação Quero Notícias do Maranhão, com informações de G1 Brasil.
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