🔴 URGENTE Ex-prefeito de Imperatriz é investigado por enriquecimento ilícito
13 de Agosto de 2026 | Quinta-feira
Menu
Início Últimas Notícias Política Cidades Economia Polícia Educação Saúde Cultura Esportes Opinião Natureza Quem Somos Anuncie Expediente Fale Conosco
Saúde

Maranhão registra mais de 800 casos de leishmaniose

João Alencar Por João Alencar 13 de Agosto de 2026 às 09:00 3 min de leitura 0 visualizações 0 comentários
Maranhão registra mais de 800 casos de leishmaniose
Tamanho do texto

O Maranhão registrou 832 casos de leishmaniose em humanos em 2024, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Do total, 605 casos foram da forma tegumentar e 227 da visceral.

A doença é causada por parasitas do gênero Leishmania e transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. O vetor pode atingir tanto seres humanos quanto animais.

Leishmaniose pode causar complicações graves

A gravidade da doença varia conforme a forma de manifestação. A leishmaniose tegumentar afeta principalmente a pele, mas também pode comprometer as mucosas, provocando lesões que exigem diagnóstico e tratamento adequados.

Já a leishmaniose visceral é sistêmica e potencialmente grave. O parasita pode atingir órgãos como fígado, baço e medula óssea, causando sintomas como febre prolongada, emagrecimento, fraqueza, aumento do abdômen e anemia.

Sem diagnóstico e tratamento adequados, a doença pode evoluir para complicações graves e até levar à morte.

Cuidados dentro de casa ajudam a prevenir a doença

A prevenção também começa com cuidados no ambiente doméstico. Segundo Elias Victor Figueiredo, professor de Medicina Veterinária da Estácio, o mosquito-palha encontra condições favoráveis em locais com umidade, pouca luz e matéria orgânica em decomposição.

Por isso, quintais com acúmulo de folhas, frutos, fezes de animais e outros resíduos orgânicos podem favorecer a presença do vetor.

“Não basta apenas retirar o lixo doméstico, mas, sim, manter o ambiente completamente limpo e organizado para reduzir a possibilidade de focos do mosquito transmissor”, explica o especialista.

Além da limpeza, ele destaca que o controle da doença depende também da proteção dos animais e da redução da presença do vetor no ambiente.

Fim da tarde e noite exigem mais atenção

A rotina dos cães também é importante na prevenção. De acordo com Elias Victor, o final da tarde e o início da noite são os períodos de maior atividade do mosquito-palha.

Nesses horários, a recomendação é manter os cães, sempre que possível, em ambientes protegidos ou abrigados.

O especialista também orienta o uso de medidas repelentes ou com ação inseticida indicadas por um médico veterinário, como coleiras específicas e produtos de aplicação tópica, conhecidos como spot-on.

Telas finas em canis e janelas também podem reforçar a proteção contra o vetor.

“O acompanhamento médico veterinário é indispensável para definir o melhor protocolo de proteção”, ressalta.

Sintomas da leishmaniose em cães

Os tutores devem ficar atentos a alterações na saúde dos animais. Entre os sinais que podem estar relacionados à leishmaniose estão:

  • Emagrecimento;
  • Perda de apetite;
  • Descamações e feridas na pele;
  • Queda de pelos;
  • Crescimento exagerado das unhas;
  • Aumento dos linfonodos;
  • Alterações nos olhos;
  • Sangramento nasal.

Nem todos os animais infectados apresentam sintomas evidentes. Segundo o especialista, alguns cães podem estar infectados sem apresentar sinais clínicos.

Por isso, diante de alterações persistentes, o tutor deve procurar um médico veterinário para avaliação e realização dos exames necessários. A orientação é não tentar diagnosticar ou medicar o animal por conta própria.

Prevenção também protege as pessoas

O controle da leishmaniose vai além da saúde dos animais. Por ser uma questão de saúde pública, reduzir a presença do mosquito-palha no ambiente também ajuda a diminuir os riscos de transmissão.

“Esses cuidados protegem não apenas o cão. A leishmaniose é uma questão de saúde pública e o cão pode participar do ciclo de transmissão quando infectado, por isso a prevenção também contribui para reduzir os riscos para as pessoas”, conclui Elias Victor.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Deixe seu comentário

Notícias Relacionadas