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Saúde

Maranhão registra mais de 800 casos de leishmaniose

O Maranhão registrou 832 casos de leishmaniose em humanos em 2024 , segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES) .

João Alencar Por João Alencar 13 de Agosto de 2026 às 09:00 3 min de leitura 324 visualizações 0 comentários
Maranhão registra mais de 800 casos de leishmaniose
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O Maranhão registrou 832 casos de leishmaniose em humanos em 2024, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Do total, 605 casos foram da forma tegumentar e 227 da visceral.

A doença é causada por parasitas do gênero Leishmania e transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. O vetor pode atingir tanto seres humanos quanto animais.

Leishmaniose pode causar complicações graves

A gravidade da doença varia conforme a forma de manifestação. A leishmaniose tegumentar afeta principalmente a pele, mas também pode comprometer as mucosas, provocando lesões que exigem diagnóstico e tratamento adequados.

Já a leishmaniose visceral é sistêmica e potencialmente grave. O parasita pode atingir órgãos como fígado, baço e medula óssea, causando sintomas como febre prolongada, emagrecimento, fraqueza, aumento do abdômen e anemia.

Sem diagnóstico e tratamento adequados, a doença pode evoluir para complicações graves e até levar à morte.

Cuidados dentro de casa ajudam a prevenir a doença

A prevenção também começa com cuidados no ambiente doméstico. Segundo Elias Victor Figueiredo, professor de Medicina Veterinária da Estácio, o mosquito-palha encontra condições favoráveis em locais com umidade, pouca luz e matéria orgânica em decomposição.

Por isso, quintais com acúmulo de folhas, frutos, fezes de animais e outros resíduos orgânicos podem favorecer a presença do vetor.

“Não basta apenas retirar o lixo doméstico, mas, sim, manter o ambiente completamente limpo e organizado para reduzir a possibilidade de focos do mosquito transmissor”, explica o especialista.

Além da limpeza, ele destaca que o controle da doença depende também da proteção dos animais e da redução da presença do vetor no ambiente.

Fim da tarde e noite exigem mais atenção

A rotina dos cães também é importante na prevenção. De acordo com Elias Victor, o final da tarde e o início da noite são os períodos de maior atividade do mosquito-palha.

Nesses horários, a recomendação é manter os cães, sempre que possível, em ambientes protegidos ou abrigados.

O especialista também orienta o uso de medidas repelentes ou com ação inseticida indicadas por um médico veterinário, como coleiras específicas e produtos de aplicação tópica, conhecidos como spot-on.

Telas finas em canis e janelas também podem reforçar a proteção contra o vetor.

“O acompanhamento médico veterinário é indispensável para definir o melhor protocolo de proteção”, ressalta.

Sintomas da leishmaniose em cães

Os tutores devem ficar atentos a alterações na saúde dos animais. Entre os sinais que podem estar relacionados à leishmaniose estão:

  • Emagrecimento;
  • Perda de apetite;
  • Descamações e feridas na pele;
  • Queda de pelos;
  • Crescimento exagerado das unhas;
  • Aumento dos linfonodos;
  • Alterações nos olhos;
  • Sangramento nasal.

Nem todos os animais infectados apresentam sintomas evidentes. Segundo o especialista, alguns cães podem estar infectados sem apresentar sinais clínicos.

Por isso, diante de alterações persistentes, o tutor deve procurar um médico veterinário para avaliação e realização dos exames necessários. A orientação é não tentar diagnosticar ou medicar o animal por conta própria.

Prevenção também protege as pessoas

O controle da leishmaniose vai além da saúde dos animais. Por ser uma questão de saúde pública, reduzir a presença do mosquito-palha no ambiente também ajuda a diminuir os riscos de transmissão.

“Esses cuidados protegem não apenas o cão. A leishmaniose é uma questão de saúde pública e o cão pode participar do ciclo de transmissão quando infectado, por isso a prevenção também contribui para reduzir os riscos para as pessoas”, conclui Elias Victor.

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